sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SHIH-TZU

Ficha do Shih-Tzu

Shih Tzu é uma companhia amável e viva. Ainda assim, são extremamente discretos e satisfeitos – considerando que eles recebam quantidade adequada de atenção. Eles gostam de ficar no colo, receberem carinho, afeto e amor de seus donos e ficam perfeitamente felizes sentados no sofá com você por horas enquanto você mexe com ele. Essa é uma raça nobre – algumas vezes se traduz em arrogância e insolência, outras em coragem e educação – mas eles nunca são orgulhosos demais para rolar no chão com um precioso brinquedo barulhento.

Origem

O Shih Tzu é originário da China onde foi um animal sagrado nos palácios. Seus ancestrais são cachorros procedentes do Tibet chamados Lhassa Apso, que o Dalai Lama deu de presente aos imperadores chineses no século XVII. Devido ao isolamento chinês, o cruzamento de raças era feitos em segredo, mas se supõe que esses cachorros tibetanos cruzaram com o Pequinês dando origem à raça Shih Tzu. Até o início do século XX, o Shih Tzu não era conhecido fora da China.

Comportamento

O Shih Tzu é independente, brincalhão, curioso e sempre tentará ter sua vontade satisfeita. Ele gosta de ficar perto dos donos e ser mimado, mas também gosta de desfrutar de certa liberdade. Às vezes pode parecer que ignora as ordenes, o proprietário do cãozinho desta raça deve dar a ordem amável e firmemente para que tenha efeito. É um cachorro muito sociável com outros cachorros e com outros animais, especialmente com os gatos. Com estranhos se mostra muito afável.

Aspecto

O Shih Tzu é um cachorro robusto, sólido e bastante peludo. Tem patas bem curtas, com bons ossos e musculosas. A cabeça é grande e redonda, orelhas largas, caídas e cheias de pelos. Tem a cauda alta sobre as costas e parece um espanador de pelos longos. O pelo é longo e denso e pode ser de todas as cores.

Cuidados específicos

O Shih Tzu requer um cuidado diário com os pelos, seja para prevenir que eles embaracem ou para evitar arranhões nos olhos. É um cachorro que também precisa de limpeza dentária regular. É recomendado que não fique exposto a altas temperaturas e limpar as necessidades para evitar que as coma.

Saúde

O Shih Tzu é vulnerável ao deslocamento de tíbia. Entre 6 e 8 semanas, devido a seu focinho curto pode sofrer com obstruções nasais.

História do Shih-Tzu

A raça Shih Tzu tem seu passado tanto no Tibet como na China. Como resultados, alguns admiradores atuais consideram que se trata de uma raça tibetana, enquanto outros relacionam a raça com a China.

Origens Tibetanas

Embora houve tempos em que os chineses e os tibetanos cooperaram entre eles, existiram conflitos entre esses dois países desde o sec VII. Em nome da diplomacia, os nobres tibetanos às vezes casavam jovens da realeza chinesa. Dessa forma haviam trocas de presentes e muitas vezes os presentes eram cachorros, sendo a origem do Shih Tzu encontrada nesses presentes.

Dizem que o Lhasa Apso, raça tibetana e antepassado direto do Shih Tzu, existe desde 800aC, mas não há evidências tangíveis sobre isso. Por essa relação é que muitos atribuem o Shih Tzu como um cão tibetano.

Os cachorros eram oferecidos como oferendas para que os viajantes tivessem uma boa viagem do Tibet até a China. Os Lhasa Apso não eram considerados animais sagrados, mas ainda assim eram tidos como muito valiosos. Nunca eram vendidos, apenas dados como presentes. Se considerava que os cachorros carregavam almas dos monges que haviam pecado nas vidas anteriores.

Sabemos que é possível seguir o rastro do Shih Tzu e chegar até os cães de origem tibetana. Também devemos mencionar que os cachorros que se encontravam na China nessa época já eram resultado do cruzamento com esses antigos antepassados do Shih Tzu.

Origens Chinesas

Acredita-se que os “cachorros quadrados” que foram aceitos por um imperador chinês em 1760 eram do tipo Chow Chow, ainda que não saibamos seu tamanho. De toda forma, sabe-se que em 500aC não eram apenas cachorros que seguiam a carruagem de seus donos, mas também iam acompanhados de outros cachorros de focinho pequeno. Esses eram levados dentro da carruagem, por isso acredita-se tratar de cachorros bem pequenos.

Em 1908, sua santidade o Dalai Lama presenteou a imperatriz com muitos cachorros. Sua descrição era similar a raça de cachorros-leões que podiam ser vistos naqueles tempos em Pequim. Ela os chamou de Shih Tzu Kou e os manteve separados dos pequineses para preservar as características da raça.

Ainda que os eunucos do palácio continuassem criando os Shih Tzy Kou, é muito provável que fizeram muitos experimentos de cruzamentos, criando assim uma divergência quanto ao tipo. Acredita-se que eles criaram três tipos de cachorros pequenos: o Carlino (Pug), o Pequinês e o Shih Tzu.

Características do Shih-Tzu

Além de seu incrível bom aspecto, o cão Shih Tzu também tem um caráter dos mais encantadores e é de um tamanho manejável. Manter um Shih Tzu com a pelagem longa e charmosa requer muito trabalho. Apesar disso, é um mascote que pode ter a pelagem curta se o dono assim preferir.

Trata-se de uma raça bem pequena, ainda que outras possam ser ainda menores, e é inclusive exibida em alguns países no Grupo de Raças Miniatura ou de Companhia. Além disso, é forte e robusto para seu tamanho. Devido a sua robustez, o Shih Tzu é perfeitamente capaz de sair para longos passeios, ainda que os passeios curtos também os façam bem.

O padrão da raça descreve o cachorro de raça Shih Tzu como inteligente, ativo, alerta, amistoso e independente. É realmente uma raça inteligente, não necessita que lhe dêem constantemente novas coisas pra fazer. Esse cachorro utilizará sua inteligência e ingenuidade para encontrar coisas para fazer e é muito divertido assistir o Shih Tzu planejar o que vai fazer.

O Shih Tzu é sem dúvida um cachorro alerta aos barulhos e ao que acontece a sua volta, mas pode decidir ou não tomar parte ativa ao que acontece. Decidirá o que quer fazer e, apesar de se tratar de uma raça encantadoramente amistosa, tomará sua decisão à medida do quanto quiser se envolver.

Esta não é uma raça energética nem excessivamente barulhenta, mas como outros cachorros, dará um latido quando quiser. O Shih Tzu adora estar com as pessoas, quando estão com os donos estão mais felizes e preferem formar parte de uma família a estar em um canil. Mesmo que alguns Shih Tzu participam das competições de Mini Agility e de obediência, não é uma raça famosa particularmente pela obediência, devido a sua natureza independente.

A maioria dos Shih Tzu se relaciona muito bem como outros cachorros, frequentemente os donos podem ter vários cachorros, machos e fêmeas, juntos. Claro que os temperamentos individuais variam, então se deve sempre observá-los de perto, principalmente os machos. Não são, de modo algum, cachorros agressivos, mas se manterão firmes se forem atacados. Por causa disso, em alguns casos não é uma boa ideia deixar machos que foram reprodutores juntos. As fêmeas podem ter um temperamento mais forte na época do cio, quando é bom ter cuidado. Apesar disso e em geral o Shih Tzu é um animal muito sociável em todos os sentidos.





LHASA APSO

Ficha do Lhasa Apso

O Lhasa Apso é considerado em seu país de origem, o Tibet, um símbolo de sorte.

Origem

Como o próprio nome sugere, o Lhasa Apso é nativo da capital do Tibet (Lhasa), e tornou-se conhecido no Ocidente no início do século XX. Alguns falam que eles apareceram cerca de 800 a.C das mãos dos monges e nobres tibetanos. Outros acreditam que a origem do Lhasa Apso não é tão antiga, e especulam que a raça é resultado do cruzamento do Terrier Epagneul Tibet com o Tibetano.

Embora o seu local de origem não seja conhecido com certeza, tudo indica que a raça apareceu pela primeira vez em regiões próximas à Malásia, sendo que o tipo de cão desta raça mais antigo já podia ser encontrado há cerca de 4 mil anos, conforme citado anteriormente. Segundo estudos não muito antigos, os Lhasa Apso fazem parte de um grupo de cães que contam com ligações diretas com os lobos, e passou a ser domesticado há aproximadamente 3 mil anos; podendo ser considerada uma das raças conhecidas há mais tempo em todo o mundo.

Reconhecida pela AKC – American Kannel Club em meados da década de 1930 como uma raça pertencente ao grupo dos Terrier, a Lhasa Apso começou a aparecer e se popularizar no ocidente durante esta mesma época; sendo, hoje, uma das raças mais queridas e conhecidas em todo o mundo – além de uma das favoritas entre os donos de pets que são moradores de apartamentos.

Comportamento

O Lhasa Apso é independente e, em muitas ocasiões, sua personalidade pode parecer mais com a de um gato. É muito desconfiado e reservado, porém extremamente inteligente, calmo, brincalhão e alegre. Mas não ache que o Lhasa Apso é um brinquedo. Eles são bastante atentos e teimosos.

Bastante esperta, a raça ocupa a posição de número 68 na lista dos cachorros mais inteligentes do mundo, e ensinar truques e comandos para ela não é uma tarefa muito complicada – sendo que este processo se torna ainda mais simples quando os ensinamentos são iniciados enquanto o cão ainda é um filhote.

Amigável e bastante sociável com humanos e outros animais, o Lhasa Apso é um cão que possui um nível moderado de energia e; portanto, não é do tipo que precisa de muitas atividades físicas para se manter saudável - no entanto, pequenos passeios diários são indicados.

Seletivo no apego, o cão desta raça costuma escolher uma única pessoa da família para oferecer e receber carinhos e proteção, não dando muita bola para o restante dos integrantes do lar. No entanto, essa é apenas uma noção geral da raça, e muitos Lhasa Apsos também podem ser extremamente apegados a mais de um membro de sua família.

Embora seu pequeno porte e certa fragilidade impeçam que estes cãezinhos tenham grandes habilidades para proteger seus donos, ele ainda pode ser considerado como um bom cão de alerta – já que, ao se sentir desconfiado, costuma latir muito (e de maneira bem aguda) para chamar a atenção de seus proprietários sobre possíveis perigos.

Aspecto

Os cachorros da raça Lhasa Apso são pequenos e robustos. Seus pelos podem ser retos e duros, longos e abundantes. Suas orelhas são caídas e com bastante franja. As cores mais comuns são: areia colorida, mel, dourado, preto, cinza, branco, entre outras.

Embora seja um animal pequenino, esses cães contam com quadris e coxas fortes e bem desenvolvidas, sendo que a área do seu pescoço também é bastante “troncuda”, e mais proeminente nos machos do que nas fêmeas.

Dono de uma pelagem vasta e comprida, o Lhasa Apso destaca pelos na face que formam uma espécie da barbicha, além de um “topete” longo e que costuma cair sobre seus olhos (devendo ser constantemente preso para que não incomode a visão e a região ocular do animal).

Cuidados Específicos

A pelagem do Lhasa Apso exige cuidados regulares e você deve ter a consciência que ele necessita de escovações diárias para evitar nós e irritações da pele. Seus olhos são muitos sensíveis e recomenda-se que eles sejam limpos diariamente com algodão molhado.

No geral, a quantidade abundante de longos pelos em seu corpo é o motivo de maior preocupação e cuidados para os donos de cães da raça Lhasa Apso. Em função disso, os pelos da parte superior de sua cabeça devem ser sempre presos (de alguma forma que não os machuque) ou aparados com constância, impedindo problemas na região ocular – que podem ser comuns em cães da raça.

Além disso, a frequência das tosas higiênicas nestes cães deve ser maior que em outras raças, já que o crescimento de pelos na região das patas também pode influenciar na ocorrência de acidentes por escorregões em superfícies mais lisas.

Conforme citado, as escovações diárias e banhos com certa frequência (semanais, de preferência) também são fundamentais na vida dos cães Lhasa Apso, já que estas ações podem ajudar a prevenir problemas causados pelo acúmulo de sujeira na pelagem; como dermatites de pele.

Saúde

Os Lhasa Apsos costumam ter uma saúde muito boa, no entanto, em alguns casos, os cães da raça podem sofrer de displasia da anca, problemas renais, problemas de visão ou úlceras. Dona de olhos extremamente sensíveis, esta querida raça pode desenvolver problemas como o da Atrofia Progressiva da Retina; que, além de ser muito incômodo, quando desenvolvida também pode levar o cachorro a ficar cego.

Outra doença rara e que, em casos mais isolados, pode se manifestar nos Lhasa Apsos é a Displasia Renal, que pode ser uma complicação fatal e não apresentar nenhum sintoma no animal. Embora o problema seja raro, é bom ficar atento aos sinais que a doença apresenta quando gera sintomas, que incluem prostração, falta de apetite, perda de peso, consumo exagerado de água e urina extremamente clara, quase transparente.

História do Lhasa Apso
A origem do Lhasa Apso se perdeu há muito tempo. É uma raça antiga, criada e reverenciada nas aldeias e mosteiros do Tibete. Embora não se saiba, concretamente, detalhes sobre a origem da raça, muitos acreditam que foi em regiões próximas à Malásia (como o Tibete) onde ele foi visto primeiramente, e calcula-se que isso tenha ocorrido há cerca de 4 mil anos.

Sua origem fica ainda mais conectada ao Tibete quando se pensa no nome dado à raça: Lhasa – que é a capital do local – e Apso, que conta com duas definições distintas acreditadas por estudiosos: uns creem que vem de uma palavra tibetana que significa ovelha, enquanto outros afirmam que a palavra vem da função de cão sentinela que era exercida pela raça nos mosteiros.

Domesticado há quase 3 mil anos, o Lhasa Apso pode ser considerado um dos cães conhecidos há mais tempo no mundo. Sua história está ligada com as crenças budistas, incluindo a crença da reencarnação. Esses caninos também tinham um papel de cães de guarda dos mosteiros, emitindo um alerta para os visitantes, dando assim origem ao seu nome nativo de Abso Seng Kye (Cão-Leão Sentinela que Late).

Bonito e vistoso desde sempre, o cão Lhasa Apso era considerado tão valioso quanto uma joia rara na época em que atuava como “cão de guarda” nos monastérios, e era comumente oferecido como um presente especial aos integrantes da corte imperial chinesa – por quem também era considerado como um amuleto de sorte.

Na verdade, quando a raça chegou à Inglaterra, era chamado de Lhasa Terrier, embora não tenha nada de terrier. Os primeiros exemplares do Lhasa Apsos foram vistos no mundo ocidental a partir da década de 1930, quando foram oferecidos ao 13º Dalai Lama como um presente de sorte e agrado.

Confundida com os cães da raça Shih-Tzu com bastante frequência (já que o Shih-Tzu é produto da mistura entre o Lhasa e o Pequinês), acredita-se que o Lhasa Apso foi originado a partir do cruzamento entre o Terrier Tibetano e o Spaniel – apresentando muitas das principais características das raças que lhe deram origem: como os pelos longos e o porte compacto.

A raça foi aceita no grupo Terrier do AKC em 1935, mas foi depois transferida para o grupo de cães não esportivos, em 1959. Após um início lento, o Lhasa logo ultrapassou seus companheiros de raça tibetanos e se tornou um querido cão de estimação e de exposição.

Companheiro e bastante apegado ao seu dono, a Lhasa Apso é, hoje, uma das raças de cães mais queridas entre os brasileiros e também no resto do mundo – podendo ser vista com bastante frequência nas ruas e, principalmente, nos apartamentos de grandes cidades.

Curiosamente, no Brasil, a raça já é famosa há certo tempo, já que foi homenageada pelo desenhista Maurício de Souza como um de seus personagens nos quadrinhos da Turma da Mônica. Embora muitos não saibam deste detalhe, o cachorro Floquinho (o pet canino do clássico personagem Cebolinha) é um exemplar da raça Lhasa Apso, destacando um corpo completamente coberto de pelos lisos e que vão até o chão – justamente como os queridos peludos do tipo.

Características do Lhasa Apso

Procurando um cachorro pequeno, peludo e duradouro? Aquele ideal para a vida em apartamento? Fique tranquilo, o Lhasa Apso é a escolha certa para você. Com expectativa de vida de 18 anos, ele será um amigo fiel – sendo que, quando cuidado de maneira extremamente cuidadosa e contando com um pouco de sorte, pode chegar a viver até cerca de 20 anos.                             

Embora sejam animais com nível médio de energia e que, na maioria das vezes, vivem em apartamentos - os cães da raça Lhasa Apso necessitam de exercícios diários para manter sua atitude otimista, e não devem ser deixados dentro de casa sem atividades por muito tempo; já que isso pode prejudicar a sua saúde. Portanto, ar fresco, caminhadas em parques, ambiente abertos e arborizados são ótimas pedidas para que o cão se exercite e se mantenha saudável.

Por terem vida longa, problemas de saúde podem aparecer quando o cão se torna mais idoso. Displasia da anca, problemas renais, doenças respiratórias e de pele são alguns dos exemplos dos problemas que se tornam mais possíveis na vida dos Lhasa Apso velhinhos. Por serem donos de olhos bastante sensíveis, os cães da raça merecem atenção especial nessa região (e isso em qualquer idade), já que pode desenvolver complicações com certa facilidade.

A Atrofia Progressiva da Retina é uma das complicações oculares que podem aparecer nos cachorros Lhasa, trazendo a possibilidade de que o cão perca a sua visão por completo. Portanto, ao notar qualquer sinal atípico no seu cão desta raça, leve-o para uma consulta com um veterinário, garantindo que o problema seja resolvido da maneira mais rápida e correta possível.

A Displasia Renal é outro problema perigoso que pode se desenvolver nos cães da raça em casos mais raros, podendo, inclusive, levar o cachorro à morte. Caracterizado por sinais como o consumo exagerado de água, urina transparente e perda de peso, essa doença é séria e perigosa; já que, em muitos casos, o cão afetado não apresenta nenhum tipo de sintoma – desenvolvendo o problema e maneira silenciosa.

Escovações e banhos regulares são os principais cuidados que você deve ter com esses pequenos – evitando que haja o acúmulo de sujeira em sua pelagem e, consequentemente, o aparecimento de doenças diversas de pele como a dermatite. Mas atenção com seus pelos longos, eles podem fazer com que você esqueça, por exemplo, de higienizar as orelhas e os olhos do animal, e realizar essa higiene é fundamental para manter seu pet feliz e longe de problemas.

Donos de uma grande intuição e ouvidos apuradíssimos, os cães Lhasa Apso são capazes de perceber barulhos a longa distância; aos quais costumam reagir com certa desconfiança e latir sem parar para alertar seus donos sobre uma possível situação de perigo.  Seus olhos são escuros, redondos e de tamanho médio, e é indicado que os pelos da parte superior de sua cabeça permaneçam presos de alguma forma – evitando que os fios possam entrar nos olhos do cão e causar incômodo.

Apesar de sua aparência de cãozinho de colo, o Lhasa Apso tem temperamento forte, e é corajoso, independente e teimoso – embora também seja muito carinhoso com seus proprietários. E se existe uma coisa que o deixa feliz, é um cochilo ao lado de seu dono; já que a raça adora deitar e fazer nada durante horas e horas, recebendo, apenas, cafunés.








BORDER COLLIE

Border Collie
Ficha do Border Collie




Segundo o livro "A Inteligência dos Cães", de Stanley Coren, o Border Collie está no topo da lista das raças caninas mais inteligentes. Dizem que é um cão capaz de controlar o gado somente com os olhos, como se estivesse hipnotizando animais com o olhar. Absolutamente focado nas atividades que lhe são propostas, o Border Collie é um cão que pode ser facilmente adestrado e ensinado a obedecer comandos dos mais variados.

Vista com freqüência em competições caninas, como as de Agility, a raça é extremamente bem sucedida nas mais diversas tarefas a que se propõe à realizar – sendo que, até mesmo nas competições de Agility há uma categoria especial para os cães da raça que, de tão inteligentes, competem separados das demais raças caninas.

Origem

Especula-se que a raça tenha sido introduzida no século V a.C., na Grã-Bretanha, pelas tribos celtas que viajaram pela Europa. As primeiras indicações conhecidas desta raça remontam ao século X, quando se tornou o principal rival do lobo. O Border Collie tem sido usado principalmente para ajudar os pastores a levarem as ovelhas a se reunirem e também para assistir os animais de avicultores.

Notada a alta capacidade dos cães da raça em cercar os rebanhos de ovelha e levarem-nos de volta aos seus pastores, foi realizada pela primeira vez, em 1873, uma competição para definir qual seria a melhor raça de cães pastores de ovelhas. Destacando-se na prova, um Border Collie chamado Hemp foi o grande responsável por dar origem à propagação da raça; já que, em função dos resultados da competição, esse cachorro gerou uma grande série de descendentes.

Entre os fatores que garantiram um destaque maior ao cozinho Hemp, estava a forma de lidar com as ovelhas do rebanho. Ao contrário da grande maioria das raças competidoras, o Border Collie não juntava ou trazia de volta os rebanhos por meio de latidos ou da agressividade – mas, sim, parando e posicionando-se em frente às ovelhas, fazendo o uso de sua própria figura e olhar para intimidar os animais e fazer com que lhe obedecessem. 

Considerado o cão que deu origem à raça, o cachorro Hemp foi um dos que ajudou para que um padrão fosse estabelecido para a raça. No entanto, ao contrário dos padrões que são definidos para a grande maioria das raças, a aparência física do animal pouco era levada em consideração; já que, em 1906 (data em que essa primeira padronização foi estabelecida), o que era realmente levado em conta eram o comportamento e a habilidade do animal para o trabalho no pastoreio.

Nesta época, estes cães ainda não eram batizados como nos dias de hoje, sendo chamados de Sheepdogs (na tradução: cães pastores de ovelhas), passando a receber o nome de Border Collie apenas no ano de 1915 – fazendo uma referência à sua área de origem, que era creditada às áreas entre as fronteiras escocesa e inglesa, formando o nome (que, na tradução, significa algo próximo à Collie de Fronteira).

Comportamento

O Border Collie é um cão trabalhador, leal, vital e muito inteligente. A sua capacidade de aprendizagem é muito alta e ele é um cão muito submisso ao seu proprietário – sendo um animal reservado com estranhos e não muito dado a atividades de cão de guarda ou defesa de propriedades, por exemplo.

Além de ser bom em obedecer, o Border Collie é um cão que se sente satisfeito ao realizar uma ordem ou comando de seu dono, e os seus primeiros sinais de lealdade já podem ser notados logo após o desmame. Em função disso, é indicado que o treinamento destes cachorros seja iniciado ainda antes das demais raças, permitindo que a docilidade do cão ainda seja predominante durante a fase de adestramento.

Bem adaptado para a vida familiar, o Border Collie convive bem com seres humanos e também com outros animais domésticos, podendo viver tranquilamente em lares que já contam com a presença de pets como gatos e pássaros, entre outros. Considerado dono da raça mais inteligente do mundo, esse cachorro também costuma ser extremamente fiel, e o seu costume de ‘encarar’ outros animais pode fazer com que alguns deles se irritem consideravelmente.

Extremamente focado, este animal também costuma usar desta mesma técnica de ‘encarar’ para atingir os seus objetivos, sejam eles quais forem – desde perseguir uma bolinha até realizar uma tarefa ou um comando proposto por seu dono ou treinador. Embora tenha, na maioria das vezes, uma relação bastante calma e tranqüila com animais de outras espécies, o Border também conta com instintos de caça bastante aguçados e presentes, e costuma ser o líder quando convive entre outros cães.

Dono de um nível de energia bastante alto, o Border Collie precisa viver em espaços em que possa se mexer e praticar algum tipo de atividade física – já que, sem isso, tanto a sua saúde como o seu humor podem sofrer conseqüências indesejadas.

Aspecto

O Border Collie é um cão bem proporcional e harmonioso. Seu corpo é longo, atlético, e tem membros fortes e musculosos. Sua cabeça é grande e suas orelhas são médias e eretas. A cauda é moderadamente longa, de inserção baixa, com uma espiral para cima na direção da ponta. A pelagem é geralmente de comprimento médio, as cores mais comuns são preto, branco e preto ou branco e castanho. Há, também, variedades de cães da raça Border Collie com pelo curto.

Cuidados específicos
É necessário que o Border Collie possa fazer pelo menos uma hora de exercícios e exige a participação e atenção de seu dono, que precisa ficar com ele e também participar ativamente de seus jogos (como o frisbee ou uma bola). Se ignorarmos este cão, ele fatalmente se aborrecerá e pode começar a mastigar, até furar os objetos que têm ao seu alcance. Os filhotes também são muito ativos, precisam de atenção constante e muita paciência.

Portanto, morar em uma casa ou apartamento grande e que tenha acesso à espaços abertos já é meio caminho andado para manter um cão desta raça com saúde – pois, seu nível de energia é muito alto e ele precisa de locais onde possa gastar sua energia.

Saúde

O Border Collie é um cão robusto e muito saudável, praticamente livre de problemas hereditários, embora seja comum em machos problemas de osteocondrite dissecante, e anormalidade na cartilagem. Além da vacinação e da vermifugação (procedimentos que devem ser realizados em todas as raças caninas), pode ser uma boa idéia a realização de exames periódicos na área dos quadris e dos olhos do animal, já que o Border Collie possui uma certa tendência a desenvolver problemas nestas áreas específicas ao longo da sua vida.

Com uma expectativa de vida que gira em torno dos 14 anos, o Border Collie tem uma tolerância bastante alta à dor – e que pode acabar fazendo com que algumas doenças sejam mascaradas, pedindo a atenção dos donos para qualquer tipo de acidente; já que, mesmo parecendo bem, o cão pode estar escondendo alguma fratura.




Border Collie Blue Merle
Border Collie Marrom
História do Border Collie
Na história do Border Collie, o propósito e o coração do animal convergem para um aspecto totalmente utilitário, ou seja, para o trabalho. A maioria dos autores indica o "Tratado de Cães Ingleses", escrito por John Caius em 1570, como a primeira referência escrita dedicada ao cão pastor:

Embora atualmente a aparência descrita do cão, assim como o seu desempenho, sejam muito bons, a essência do seu desempenho não mudou durante centenas de anos. As habilidades da raça foram refinadas e aperfeiçoadas porque eles foram criados seletivamente.

De qualquer forma, o olhar, embora nunca tenha sido uma preocupação real para os criadores e proprietários da raça, pouco mudou desde 1790, ano em que uma xilogravura que aparece na História da quadrúpedes Bewick mostrou um cão pastor com grande semelhança ao Border Collie atual.

Embora a origem exata e o significado do nome ainda sejam desconhecidos, alguns dizem que vem da palavra Coley, ou seja, “preto”, outros dizem que vem da palavra Welsh Coelius , que significa “fiéis”, enquanto outros afirmam que o nome vem do "colley" que se refere a um tipo de ovelhas na Escócia. O nome "Fronteira” (Border) é mais recorrente, e descreve a área onde, especialmente, estes cães foram utilizados: ou seja, nas fronteiras de Gales e da Escócia com a Inglaterra.

Os Collies foram divididos em cinco raças distintas: a Rough Collie, os Collies, o Pastor de Shetland, o Bearded Collie e Border Collie. A popularidade dessas raças no passatempo do público em geral começou com a rainha Vitória, que tinha vários exemplares. Um retrato em 1860, com a imagem de um de seus cães, Gypsie, um animal que mostra semelhança principalmente com um Border Collie de raça pura.

Em 1951, foi feito pela primeira vez um livro de origens da família, contendo uma lista com mais de 14.000 cães registrados. Desde então, o Livro de Origens tem crescido a uma taxa de mais de 6.000 novos registros por ano. As inscrições normais mostram a influência de linhagens criadas por JM Wilson, o criador e apresentador do Collie mais famoso de todos os tempos. Sua Whitehope foi a base de muitos pedigrees atuais.

No entanto, conforme descrito anteriormente (na página que apresenta a ficha da raça), foi um cão de nome Hemp quem deu origem à uma série de exemplares Border Collie como os conhecemos hoje – depois de participar de uma competição que tinha o objetivo de encontrar a melhor raça canina para o pastoreio de ovelhas.

Destacando-se pela sua habilidade e pelo seu comportamento diferenciado na forma de reunir e trazer de volta ao pastor as ovelhas soltas, o cãozinho Hemp impunha-se na frente dos animais e reunia-os somente com o olhar e a presença – evitando os latidos e mordidas freqüentes que as demais raças precisavam usar para poder cumprir o mesmo tipo de trabalho.

Com isso, este cão em especial acabou sendo usado para a reprodução e deu origem a muitos filhotinhos da raça – que, na época, ainda era chamada de Sheepdog (ou seja, cão pastor de ovelhas). No ano de 1906 a primeira padronização do Border Collie foi estabelecida, sem levar em conta as características físicas do animal e dando prioridade ao seu comportamento e capacidade de pastoreio.

Chegando no continente americano nesta mesma época (por volta do ano de 1915), o Border Collie passou a ser admirado, também, pela sua beleza; e muitos amantes destes cães passaram a defender o reconhecimento da raça pelo American Kennel Club (AKC). No ano de 1995, os Border Collies foram, finalmente, integrados à lista de cães de exposição da AKC, ganhando destaque até hoje em provas do tipo, além das que envolvem atividades esportivas para cães.

Peludo e extremamente ativo, o cachorro da raça necessita de escovações freqüentes na sua pelagem e de espaço suficiente para que possa gastar energia e praticar atividades físicas – já que, sem esse tipo de exercício e cuidado, o animal pode sofrer conseqüências que afetem a sua saúde. Raramente agressivo, o Border Collie é um cão fiel, leal e perfeito para famílias grandes e com integrantes do mais diversos; já que a raça se dá bem com todo tipo de pessoa e até com animais de outras espécies – não sendo difícil condicioná-lo a conviver com pets como gatos e pássaros, por exemplo.




Características do Border Collie

O caráter do Border Collie, como afirma em sua descrição, é completamente relacionado com a ocupação oferecida ao cão, fato que é de particular relevância para o proprietário do Border Collie de trabalho, que desenvolveu muito e evidencia esses instintos.  O Border Collie não deve simplesmente perseguir as ovelhas, mas deve também ser capaz de cercá-las e encaminhá-las. O cão não se move em linha reta, mas corre e pode tomar longos desvios para cercar e reunir o rebanho.

O cão que não tem coragem instintiva ou a capacidade de cercar o gado fica mais próximo das ovelhas e promove simplesmente o susto sem agrupamento. Os cães que tem a capacidade de executar o cerco em torno das ovelhas sabem exatamente como manter a distância adequada entre si e o rebanho.

O olhar é uma das qualidades inigualáveis do Border Collie e certamente o recurso mais interessante da raça. É um olhar hipnotizante, que o cão direciona para as ovelhas, levando-as a ficar no lugar. Esse mesmo olhar costuma ser dirigido para outros animais e também outros cães, que costumam se sentir incomodados e um tanto irritados com esse comportamento.

O poder do Border Collie é a capacidade de dominar e impor sua autoridade sobre as ovelhas sem promover latidos agressivos ou atos violentos como morder. Um Border Collie com poder mantém o controle com absoluta autoridade sobre o seu rebanho, sem assustar ou aterrorizar as ovelhas. Essa característica nata destes cães foi a primeira que realmente se sobressaiu sobre as demais raças no fim do século XVIII, época em que os cachorros utilizados para o trabalho de pastoreio costumavam latir muitos e morder as ovelhas durante os trabahos.

A inteligência do Border Collie não pode ser comparada com a do ser humano. Está tão intimamente ligada ao instinto de trabalho e ao grande desejo de agradar, que não pode ser descrita em um contexto diferente. No cão de trabalho, não exatamente a inteligência, mas sim o tipo inatamente inventivo de corrigir e agir diante de qualquer decisão que envolva a tarefa para a qual ele foi criado. É maravilhosamente claro, embora seja humanamente confuso, por causa da sua fixação sobre uma hierarquia funcional e prática.

O Border Collie, em casos muito específicos, pode ser um animal bastante difícil de treinar. Por serem muito sensíveis, precisam estar em absoluta sintonia com o seu mestre, o resto das pessoas podem não ser capazes de obter a sua atenção ou obediência. Cães da raça que serão utilizados como animais de estimação devem ser socializados desde filhotes e ser manipulados por todos os membros da família para evitar este problema.

Com relação ao equilíbrio do cão, devemos especialmente ressaltar a importância da relação entre exercício, saúde mental e saúde física deste cão. Não pense que uma caminhada diária com ele na coleira irá proporcionar exercício suficiente para o Border Collie. O ideal seria encontrar uma área aberta e segura (como um quintal bem cercado), em que o seu cão possa correr livremente por um tempo.

Portanto, se o seu lar for um apartamento, é bem possível que um cão desta raça específica não se adapte bem, sofrendo por não ter espaço suficiente para praticar suas atividades. O mais indicado é que os cães Border Collie tenham uma área grande para brincar, e isso pode tanto ser provido à ele por meio da moradia em uma casa de quintal grande ou por passeios em regiões abertas – já que, conforme explicado anteriormente, pequenos passeios com o cão preso a coleira não são o bastante para que ele gaste toda a energia que precisa.

Extremamente ativos e inteligentes, os cães Border Collie já têm, hoje, uma categoria separada para a sua raça específica dentro das competições do esporte canino chamado de Agility – já que, os Border são considerados tão espertos, que não seria justo colocá-los para competir ao lado de outras raças.

Excluída a possibilidade de que o cão não consiga gastar toda a energia que precisa, o Border Collie é um animal absolutamente fiel e dedicado aos seus donos – demonstrando claramente o seu sentimento de prazer em realizar tarefas e comandos específicos quando ordenados por seu proprietário. Focado, o cachorro desta raça costuma se entregar por completo ao que lhe é proposto; sendo, ainda, muito desconfiado em relação a desconhecidos e bastante protetor e ciumento com seus donos mais próximos.

Qualquer coisa que não cumpra as suas necessidades pode levá-lo a ser um animal neurótico e infeliz. Com relação ao alojamento, se for longe da casa, não se surpreenda se o seu Border Collie de estimação passar mais tempo no telhado de sua casa do que dentro dela. Se o cão se sentir entediado e frustrado em seus instintos de pastoreio, pode vir a apresentar comportamentos muito perigosos.

Originalmente chamado de Sheepdog (na tradução: cão pastor de ovelhas), o Border Collie passou a ter seu nome atual em meados de 1900, sendo batizado desta forma em função do seu local de origem – próximo às fronteiras escocesa e inglesa. Reconhecida como cão de exposição em 1995 pela American Kennel Club, a raça é, hoje, uma das mais conhecidas e queridas pelos amantes de cachorros em todo o mundo.


Segundo o livro "A Inteligência dos Cães", de Stanley Coren, o Border Collie está no topo da lista das raças caninas mais inteligentes. Dizem que é um cão capaz de controlar o gado somente com os olhos, como se estivesse hipnotizando animais com o olhar. Absolutamente focado nas atividades que lhe são propostas, o Border Collie é um cão que pode ser facilmente adestrado e ensinado a obedecer comandos dos mais variados.
Vista com freqüência em competições caninas, como as de Agility, a raça é extremamente bem sucedida nas mais diversas tarefas a que se propõe à realizar – sendo que, até mesmo nas competições de Agility há uma categoria especial para os cães da raça que, de tão inteligentes, competem separados das demais raças caninas.
Origem
Especula-se que a raça tenha sido introduzida no século V a.C., na Grã-Bretanha, pelas tribos celtas que viajaram pela Europa. As primeiras indicações conhecidas desta raça remontam ao século X, quando se tornou o principal rival do lobo. O Border Collie tem sido usado principalmente para ajudar os pastores a levarem as ovelhas a se reunirem e também para assistir os animais de avicultores.
Notada a alta capacidade dos cães da raça em cercar os rebanhos de ovelha e levarem-nos de volta aos seus pastores, foi realizada pela primeira vez, em 1873, uma competição para definir qual seria a melhor raça de cães pastores de ovelhas. Destacando-se na prova, um Border Collie chamado Hemp foi o grande responsável por dar origem à propagação da raça; já que, em função dos resultados da competição, esse cachorro gerou uma grande série de descendentes.
Entre os fatores que garantiram um destaque maior ao cozinho Hemp, estava a forma de lidar com as ovelhas do rebanho. Ao contrário da grande maioria das raças competidoras, o Border Collie não juntava ou trazia de volta os rebanhos por meio de latidos ou da agressividade – mas, sim, parando e posicionando-se em frente às ovelhas, fazendo o uso de sua própria figura e olhar para intimidar os animais e fazer com que lhe obedecessem.
Considerado o cão que deu origem à raça, o cachorro Hemp foi um dos que ajudou para que um padrão fosse estabelecido para a raça. No entanto, ao contrário dos padrões que são definidos para a grande maioria das raças, a aparência física do animal pouco era levada em consideração; já que, em 1906 (data em que essa primeira padronização foi estabelecida), o que era realmente levado em conta eram o comportamento e a habilidade do animal para o trabalho no pastoreio.
Nesta época, estes cães ainda não eram batizados como nos dias de hoje, sendo chamados de Sheepdogs (na tradução: cães pastores de ovelhas), passando a receber o nome de Border Collie apenas no ano de 1915 – fazendo uma referência à sua área de origem, que era creditada às áreas entre as fronteiras escocesa e inglesa, formando o nome (que, na tradução, significa algo próximo à Collie de Fronteira).
Comportamento
O Border Collie é um cão trabalhador, leal, vital e muito inteligente. A sua capacidade de aprendizagem é muito alta e ele é um cão muito submisso ao seu proprietário – sendo um animal reservado com estranhos e não muito dado a atividades de cão de guarda ou defesa de propriedades, por exemplo.
Além de ser bom em obedecer, o Border Collie é um cão que se sente satisfeito ao realizar uma ordem ou comando de seu dono, e os seus primeiros sinais de lealdade já podem ser notados logo após o desmame. Em função disso, é indicado que o treinamento destes cachorros seja iniciado ainda antes das demais raças, permitindo que a docilidade do cão ainda seja predominante durante a fase de adestramento.
Bem adaptado para a vida familiar, o Border Collie convive bem com seres humanos e também com outros animais domésticos, podendo viver tranquilamente em lares que já contam com a presença de pets como gatos e pássaros, entre outros. Considerado dono da raça mais inteligente do mundo, esse cachorro também costuma ser extremamente fiel, e o seu costume de ‘encarar’ outros animais pode fazer com que alguns deles se irritem consideravelmente.
Extremamente focado, este animal também costuma usar desta mesma técnica de ‘encarar’ para atingir os seus objetivos, sejam eles quais forem – desde perseguir uma bolinha até realizar uma tarefa ou um comando proposto por seu dono ou treinador. Embora tenha, na maioria das vezes, uma relação bastante calma e tranqüila com animais de outras espécies, o Border também conta com instintos de caça bastante aguçados e presentes, e costuma ser o líder quando convive entre outros cães.
Dono de um nível de energia bastante alto, o Border Collie precisa viver em espaços em que possa se mexer e praticar algum tipo de atividade física – já que, sem isso, tanto a sua saúde como o seu humor podem sofrer conseqüências indesejadas.
Aspecto
O Border Collie é um cão bem proporcional e harmonioso. Seu corpo é longo, atlético, e tem membros fortes e musculosos. Sua cabeça é grande e suas orelhas são médias e eretas. A cauda é moderadamente longa, de inserção baixa, com uma espiral para cima na direção da ponta. A pelagem é geralmente de comprimento médio, as cores mais comuns são preto, branco e preto ou branco e castanho. Há, também, variedades de cães da raça Border Collie com pelo curto.
Cuidados específicos
É necessário que o Border Collie possa fazer pelo menos uma hora de exercícios e exige a participação e atenção de seu dono, que precisa ficar com ele e também participar ativamente de seus jogos (como o frisbee ou uma bola). Se ignorarmos este cão, ele fatalmente se aborrecerá e pode começar a mastigar, até furar os objetos que têm ao seu alcance. Os filhotes também são muito ativos, precisam de atenção constante e muita paciência.
Portanto, morar em uma casa ou apartamento grande e que tenha acesso à espaços abertos já é meio caminho andado para manter um cão desta raça com saúde – pois, seu nível de energia é muito alto e ele precisa de locais onde possa gastar sua energia.

Saúde
O Border Collie é um cão robusto e muito saudável, praticamente livre de problemas hereditários, embora seja comum em machos problemas de osteocondrite dissecante, e anormalidade na cartilagem. Além da vacinação e da vermifugação (procedimentos que devem ser realizados em todas as raças caninas), pode ser uma boa idéia a realização de exames periódicos na área dos quadris e dos olhos do animal, já que o Border Collie possui uma certa tendência a desenvolver problemas nestas áreas específicas ao longo da sua vida.
Com uma expectativa de vida que gira em torno dos 14 anos, o Border Collie tem uma tolerância bastante alta à dor – e que pode acabar fazendo com que algumas doenças sejam mascaradas, pedindo a atenção dos donos para qualquer tipo de acidente; já que, mesmo parecendo bem, o cão pode estar escondendo alguma fratura.
Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/racas-caes/border-collie/
Segundo o livro "A Inteligência dos Cães", de Stanley Coren, o Border Collie está no topo da lista das raças caninas mais inteligentes. Dizem que é um cão capaz de controlar o gado somente com os olhos, como se estivesse hipnotizando animais com o olhar. Absolutamente focado nas atividades que lhe são propostas, o Border Collie é um cão que pode ser facilmente adestrado e ensinado a obedecer comandos dos mais variados.
Vista com freqüência em competições caninas, como as de Agility, a raça é extremamente bem sucedida nas mais diversas tarefas a que se propõe à realizar – sendo que, até mesmo nas competições de Agility há uma categoria especial para os cães da raça que, de tão inteligentes, competem separados das demais raças caninas.
Origem
Especula-se que a raça tenha sido introduzida no século V a.C., na Grã-Bretanha, pelas tribos celtas que viajaram pela Europa. As primeiras indicações conhecidas desta raça remontam ao século X, quando se tornou o principal rival do lobo. O Border Collie tem sido usado principalmente para ajudar os pastores a levarem as ovelhas a se reunirem e também para assistir os animais de avicultores.
Notada a alta capacidade dos cães da raça em cercar os rebanhos de ovelha e levarem-nos de volta aos seus pastores, foi realizada pela primeira vez, em 1873, uma competição para definir qual seria a melhor raça de cães pastores de ovelhas. Destacando-se na prova, um Border Collie chamado Hemp foi o grande responsável por dar origem à propagação da raça; já que, em função dos resultados da competição, esse cachorro gerou uma grande série de descendentes.
Entre os fatores que garantiram um destaque maior ao cozinho Hemp, estava a forma de lidar com as ovelhas do rebanho. Ao contrário da grande maioria das raças competidoras, o Border Collie não juntava ou trazia de volta os rebanhos por meio de latidos ou da agressividade – mas, sim, parando e posicionando-se em frente às ovelhas, fazendo o uso de sua própria figura e olhar para intimidar os animais e fazer com que lhe obedecessem.
Considerado o cão que deu origem à raça, o cachorro Hemp foi um dos que ajudou para que um padrão fosse estabelecido para a raça. No entanto, ao contrário dos padrões que são definidos para a grande maioria das raças, a aparência física do animal pouco era levada em consideração; já que, em 1906 (data em que essa primeira padronização foi estabelecida), o que era realmente levado em conta eram o comportamento e a habilidade do animal para o trabalho no pastoreio.
Nesta época, estes cães ainda não eram batizados como nos dias de hoje, sendo chamados de Sheepdogs (na tradução: cães pastores de ovelhas), passando a receber o nome de Border Collie apenas no ano de 1915 – fazendo uma referência à sua área de origem, que era creditada às áreas entre as fronteiras escocesa e inglesa, formando o nome (que, na tradução, significa algo próximo à Collie de Fronteira).
Comportamento
O Border Collie é um cão trabalhador, leal, vital e muito inteligente. A sua capacidade de aprendizagem é muito alta e ele é um cão muito submisso ao seu proprietário – sendo um animal reservado com estranhos e não muito dado a atividades de cão de guarda ou defesa de propriedades, por exemplo.
Além de ser bom em obedecer, o Border Collie é um cão que se sente satisfeito ao realizar uma ordem ou comando de seu dono, e os seus primeiros sinais de lealdade já podem ser notados logo após o desmame. Em função disso, é indicado que o treinamento destes cachorros seja iniciado ainda antes das demais raças, permitindo que a docilidade do cão ainda seja predominante durante a fase de adestramento.
Bem adaptado para a vida familiar, o Border Collie convive bem com seres humanos e também com outros animais domésticos, podendo viver tranquilamente em lares que já contam com a presença de pets como gatos e pássaros, entre outros. Considerado dono da raça mais inteligente do mundo, esse cachorro também costuma ser extremamente fiel, e o seu costume de ‘encarar’ outros animais pode fazer com que alguns deles se irritem consideravelmente.
Extremamente focado, este animal também costuma usar desta mesma técnica de ‘encarar’ para atingir os seus objetivos, sejam eles quais forem – desde perseguir uma bolinha até realizar uma tarefa ou um comando proposto por seu dono ou treinador. Embora tenha, na maioria das vezes, uma relação bastante calma e tranqüila com animais de outras espécies, o Border também conta com instintos de caça bastante aguçados e presentes, e costuma ser o líder quando convive entre outros cães.
Dono de um nível de energia bastante alto, o Border Collie precisa viver em espaços em que possa se mexer e praticar algum tipo de atividade física – já que, sem isso, tanto a sua saúde como o seu humor podem sofrer conseqüências indesejadas.
Aspecto
O Border Collie é um cão bem proporcional e harmonioso. Seu corpo é longo, atlético, e tem membros fortes e musculosos. Sua cabeça é grande e suas orelhas são médias e eretas. A cauda é moderadamente longa, de inserção baixa, com uma espiral para cima na direção da ponta. A pelagem é geralmente de comprimento médio, as cores mais comuns são preto, branco e preto ou branco e castanho. Há, também, variedades de cães da raça Border Collie com pelo curto.
Cuidados específicos
É necessário que o Border Collie possa fazer pelo menos uma hora de exercícios e exige a participação e atenção de seu dono, que precisa ficar com ele e também participar ativamente de seus jogos (como o frisbee ou uma bola). Se ignorarmos este cão, ele fatalmente se aborrecerá e pode começar a mastigar, até furar os objetos que têm ao seu alcance. Os filhotes também são muito ativos, precisam de atenção constante e muita paciência.
Portanto, morar em uma casa ou apartamento grande e que tenha acesso à espaços abertos já é meio caminho andado para manter um cão desta raça com saúde – pois, seu nível de energia é muito alto e ele precisa de locais onde possa gastar sua energia.

Saúde
O Border Collie é um cão robusto e muito saudável, praticamente livre de problemas hereditários, embora seja comum em machos problemas de osteocondrite dissecante, e anormalidade na cartilagem. Além da vacinação e da vermifugação (procedimentos que devem ser realizados em todas as raças caninas), pode ser uma boa idéia a realização de exames periódicos na área dos quadris e dos olhos do animal, já que o Border Collie possui uma certa tendência a desenvolver problemas nestas áreas específicas ao longo da sua vida.
Com uma expectativa de vida que gira em torno dos 14 anos, o Border Collie tem uma tolerância bastante alta à dor – e que pode acabar fazendo com que algumas doenças sejam mascaradas, pedindo a atenção dos donos para qualquer tipo de acidente; já que, mesmo parecendo bem, o cão pode estar escondendo alguma fratura.
Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/racas-caes/border-collie/

Caminha de cães: saiba como escolher e onde colocar.

Ele brinca, corre, faz carinho, toma conta da casa, late para o vizinho – e cansa. Cachorros não só precisam como merecem um lugar gostoso para descansar, que seja aconchegante e o deixe relaxado na dose certa, pronto para começar tudo de novo. Comprar uma caminha de cães para seu melhor amigo é um presente que, com certeza, ele vai valorizar todos os dias.
Os modelos são tão fofos e variados que alguns até valorizam a decoração da casa. Por outro lado, escolher o lugar mais adequado para colocar a caminha de cachorro também é importante para que o bicho tenha o conforto merecido. Outro ponto importante é que, se ele se habituar desde cedo à caminha de cães, muito provavelmente nem vai dar bola para o sofá ou para a sua cama, deixando-os livres de pelos. E o mercado está cheio de modelos bem variados, capazes de abranger todas as raças, tamanhos e idades.
 
Cães idosos têm caminha especial
Uma dica para quem tem um amigão que já começa a ficar de focinho branco e demonstrar sinais de cansaço típicos da idade são as caminhas ortopédicas. Não só isolam a friagem do chão, como protegem a coluna do animal, minimizando as dores próprias de artrites e artroses.
Os novinhos e os de raça pequena, por exemplo, adoram os modelos fechados, no estilo “casinha”. Sentem-se confortáveis e protegidos. Para os de porte médio, as caminhas de pet acolchoadas são muito confortáveis, mas como a praticidade de limpeza também é um ponto a favor, dê preferência às que têm capa removível com zíper. Assim fica fácil lavá-la na máquina e contribuir para a saúde do seu bichinho.
Já os cachorros de porte grande e gigante costumam gostar mais dos modelos colchonete, onde podem esticar-se sem “cair da cama”.
 
Escolha um lugar sossegado
Nada de lugares agitados e de passagem de pessoas: todo cão merece descansar como qualquer outro ser. Como o bicho também tem lá suas preferências, observe os seus hábitos para chegarem, juntos, ao lugar ideal. Esse é um carinho que seu amigão não vai esquecer.
Todo mundo tem um apreço especial pelo próprio quarto e, com os cachorros, não é diferente. Por isso, a escolha do lugar para a caminha de cães é tão importante, pois tem tudo para se tornar o cantinho da casa que ele mais vá gostar. Com essas dicas, vai ficar mais fácil escolher o melhor lugar para seu melhor amigo!
 
Fonte: CachorroGato - http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/caminha-caes/

Quantas vezes por dia você deve dar ração?

Horários de alimentação regulares não apenas estabelecem uma rotina, como também permitem que você monitore a saúde do seu cachorro. Se ele comer aos poucos ao longo do dia, você não vai perceber se ele está comendo bem. Mas se normalmente ele come com vontade no momento em que você coloca a tigela no chão, você notará se houver perda de apetite, o que normalmente indica que ele não se sente bem. Se o apetite do seu cão não melhorar em alguns dias, leve ao veterinário.

Outro benefício dessa programação é que um cão com horário para comer também manterá um horário para fazer suas necessidades. Além disso, se você mora em uma área urbana, deixar uma tigela com ração no chão ao longo do dia pode atrair visitantes indesejados, como insetos e ratos. Do ponto de vista psicológico, oferecer a ração apenas na hora certa ajuda o cão a entender que você é o líder, você é o provedor do alimento dele, e isso o ajuda a te respeitar. Manter a regularidade das refeições é uma vantagem para todos.